Reblog / posted 2 weeks ago with 8 notes
Se pensou que ouviu tudo que Amy Lee tem a dizer, provavelmente não prestou muita atenção.


A música de “Aftermath” é diferente da do Evanescence. Isso foi intencional ou só o resultado de trabalhar num filme como “War Story”?
Eu queria que fosse completamente diferente. Eu não queria que fosse como a do Evanescence só porque trabalhei nele, eu queria que as pessoas vissem meus diferentes lados. Compus música durante todo esse tempo que ninguém escutava além dos meus amigos e ainda quero fazer algo com elas em algum momento. Mas é uma das minhas primeiras oportunidades de mostrar meu outro lado, e isso definitivamente mostra os mesmos sentimentos que eu tinha no Evanescence, mas instrumentalmente. Não é nada mainstream; sinto que sempre deixei claro que o Evanecence fazia jus ao meu espírito e coração e que eu não estava simplesmente tentando fazer hits. Mas ao mesmo tempo estávamos numa gravadora, precisava ter um single, algo tocando na rádio, todas essas coisas. Foi legal estar livre de todas essas coisas e fazer uma obre de arte. Três músicas desse álbum são músicas mesmo, porque a maioria delas é instrumental. Parecem-se mais com a música que escuto agora. Uma é tipo árabe, outra é uma bem dançante e a outra é – eu nem sei o que é, é eletrônica.

Espera aí, tem uma música em árabe no álbum?
Não canto em árabe. Falaram, “precisamos de uma música com um pouco de música do mundo (world music)”, mas não foi usada no filme. O outro colaborador, um cara chamado Chuck Palmer, fez a maior parte da percussão, engenharia e produção de muita coisa. Enfim, ele fez um loop de bateria na música, e tinha um cara que tocou um instrumento chamado oud, é tipo um alaúde ou bandolim antiquado. E o Dave era o líder da coisa toda, “Certo, tem essa cantora Malika Zarra, ela é muito legal e vou ao outro cômodo e vocês vão ver coisas legais vindas dela”.

Então, eu estava com essa garota que não tinha a menor ideia de quem eu era e eu disse, “compus uma letra em inglês, e sei que você fala árabe, você pode usá-la como base, apenas vá lá e mude a ordem, improvise o quanto quiser, apenas cante”. Então, ela foi lá, ela tem uma linda voz e cantou por uns 20 minutos. Fizemos isso duas vezes, e a treinei em algumas partes, para obter mais material, e depois levei tudo para casa e deixei ganhar vida no meu estúdio. Nunca mais a vi, mas à medida que eu ouvia a voz dele, eu ouvia momentos incríveis, então eu ia recortá-los e coloca-los na música. Trabalhar com um artista numa capacidade como essa foi muito, muito bacana.
Você pegou inspiração de algum produtor com quem trabalhou anteriormente?
Só em mim. Estou tão acostumada a mixar meus próprios vocais, produzir e escolher as gravações que foi muito natural. Foi divertido, só foi um processo muito estranho criar uma melodia de um monte de gravações da voz dela e fazer uma música a partir disso. A experiência toda veio a partir de pensar fora da caixa e é por isso que amo trabalhar com o Dave, porque ele vem com uma, “eu conheço um cara que toca…” e depois fala o nome de um instrumento do qual nunca ouvi falar.

Então, quando você estava criando algo como isso, você pensou sobre o passado?
Passa pela minha cabeça de um jeito positivo, tipo quando eu compunha “Lockdown”. No final, pensei, “Sabe do que isso precisa? Bateria e guitarra”. Então pensei no meu passado em estágios criativos, porque eu estava apenas focada em agradar a mim mesma e fazer a coisa certa para o filme. Isso sempre será a raiz. Meu mantra é: “Se eu faço algo que amo, outras pessoas vão amar”. Não posso pensar no que todos querem porque sempre haverá pessoas que vão criticar o que você faz. E você só tem que estar bem com isso porque se você está tentando agradar todo mundo, vai acabar agradando alguém, mas não se você agradar a si mesmo, depois você vai com raiva. Tenho orgulho de dizer que posso escutar toda a música que fiz desde o começo e gostar dela. Sempre gostei.
Você planeja tocar essas músicas ao vivo?
Não pensei nisso. Eu totalmente tocaria e provavelmente vou. Há muitas músicas que fiz por diferentes razões e toquei ao vivo, como “Find a Way”. Toquei bastante para os meus fãs; eu gosto muito da oportunidade de ganhar as pessoas logo de cara. É a coisa mais legal do mundo.
Por esse motivo, você se importa com o que as pessoas acham da sua música?
Se me importo? Bom, é sempre legal quando elas gostam, mas nunca faço música por esse motivo. Eu acho que nossa indústria está cheia disso, e sempre sai algo “não muito genuíno”. A única coisa que quero ser é real. E se eu faço algo que amo, eu sei que há pessoas como eu que vão gostar também.
Você percebeu isso cedo ou tarde na sua vida?
É engraçado, porque eu sempre pensei desse jeito. Quando “Fallen” foi lançado, foi tão rápido e eu tinha 21 anos, então fiquei super enjoada sendo o centro das atenções; é tão chato e vazio. Minha vida não é tão interessante assim, não tenho superpoderes. Eu amo música, amo pintar, tem outras coisas legais sobre mim [risos]. Mas depois de uma hora de conversa, eu não tenho nada a dizer e quero falar sobe outra coisa!
Qual o segredo de cederem o banco do metrô quando se está grávida?Ah, você aprende. Quando se está grávida de verdade, é preciso se sentar. Não é preciso pedir, “Você pode sair do seu banco, por favor?” Então eu nunca peço. O procedimento é entrar no trem, aguentar o quanto puder, esfregar sua barriga um pouco, começar a parecer desesperada e alguém vai ceder seu lugar. De um modo geral, nova iorquinos não são bundões.

Se pensou que ouviu tudo que Amy Lee tem a dizer, provavelmente não prestou muita atenção.

A música de “Aftermath” é diferente da do Evanescence. Isso foi intencional ou só o resultado de trabalhar num filme como “War Story”?

Eu queria que fosse completamente diferente. Eu não queria que fosse como a do Evanescence só porque trabalhei nele, eu queria que as pessoas vissem meus diferentes lados. Compus música durante todo esse tempo que ninguém escutava além dos meus amigos e ainda quero fazer algo com elas em algum momento. Mas é uma das minhas primeiras oportunidades de mostrar meu outro lado, e isso definitivamente mostra os mesmos sentimentos que eu tinha no Evanescence, mas instrumentalmente. Não é nada mainstream; sinto que sempre deixei claro que o Evanecence fazia jus ao meu espírito e coração e que eu não estava simplesmente tentando fazer hits. Mas ao mesmo tempo estávamos numa gravadora, precisava ter um single, algo tocando na rádio, todas essas coisas. Foi legal estar livre de todas essas coisas e fazer uma obre de arte. Três músicas desse álbum são músicas mesmo, porque a maioria delas é instrumental. Parecem-se mais com a música que escuto agora. Uma é tipo árabe, outra é uma bem dançante e a outra é – eu nem sei o que é, é eletrônica.

Espera aí, tem uma música em árabe no álbum?

Não canto em árabe. Falaram, “precisamos de uma música com um pouco de música do mundo (world music)”, mas não foi usada no filme. O outro colaborador, um cara chamado Chuck Palmer, fez a maior parte da percussão, engenharia e produção de muita coisa. Enfim, ele fez um loop de bateria na música, e tinha um cara que tocou um instrumento chamado oud, é tipo um alaúde ou bandolim antiquado. E o Dave era o líder da coisa toda, “Certo, tem essa cantora Malika Zarra, ela é muito legal e vou ao outro cômodo e vocês vão ver coisas legais vindas dela”.

Então, eu estava com essa garota que não tinha a menor ideia de quem eu era e eu disse, “compus uma letra em inglês, e sei que você fala árabe, você pode usá-la como base, apenas vá lá e mude a ordem, improvise o quanto quiser, apenas cante”. Então, ela foi lá, ela tem uma linda voz e cantou por uns 20 minutos. Fizemos isso duas vezes, e a treinei em algumas partes, para obter mais material, e depois levei tudo para casa e deixei ganhar vida no meu estúdio. Nunca mais a vi, mas à medida que eu ouvia a voz dele, eu ouvia momentos incríveis, então eu ia recortá-los e coloca-los na música. Trabalhar com um artista numa capacidade como essa foi muito, muito bacana.

Você pegou inspiração de algum produtor com quem trabalhou anteriormente?

Só em mim. Estou tão acostumada a mixar meus próprios vocais, produzir e escolher as gravações que foi muito natural. Foi divertido, só foi um processo muito estranho criar uma melodia de um monte de gravações da voz dela e fazer uma música a partir disso. A experiência toda veio a partir de pensar fora da caixa e é por isso que amo trabalhar com o Dave, porque ele vem com uma, “eu conheço um cara que toca…” e depois fala o nome de um instrumento do qual nunca ouvi falar.

Então, quando você estava criando algo como isso, você pensou sobre o passado?

Passa pela minha cabeça de um jeito positivo, tipo quando eu compunha “Lockdown”. No final, pensei, “Sabe do que isso precisa? Bateria e guitarra”. Então pensei no meu passado em estágios criativos, porque eu estava apenas focada em agradar a mim mesma e fazer a coisa certa para o filme. Isso sempre será a raiz. Meu mantra é: “Se eu faço algo que amo, outras pessoas vão amar”. Não posso pensar no que todos querem porque sempre haverá pessoas que vão criticar o que você faz. E você só tem que estar bem com isso porque se você está tentando agradar todo mundo, vai acabar agradando alguém, mas não se você agradar a si mesmo, depois você vai com raiva. Tenho orgulho de dizer que posso escutar toda a música que fiz desde o começo e gostar dela. Sempre gostei.

Você planeja tocar essas músicas ao vivo?

Não pensei nisso. Eu totalmente tocaria e provavelmente vou. Há muitas músicas que fiz por diferentes razões e toquei ao vivo, como “Find a Way”. Toquei bastante para os meus fãs; eu gosto muito da oportunidade de ganhar as pessoas logo de cara. É a coisa mais legal do mundo.

Por esse motivo, você se importa com o que as pessoas acham da sua música?

Se me importo? Bom, é sempre legal quando elas gostam, mas nunca faço música por esse motivo. Eu acho que nossa indústria está cheia disso, e sempre sai algo “não muito genuíno”. A única coisa que quero ser é real. E se eu faço algo que amo, eu sei que há pessoas como eu que vão gostar também.

Você percebeu isso cedo ou tarde na sua vida?

É engraçado, porque eu sempre pensei desse jeito. Quando “Fallen” foi lançado, foi tão rápido e eu tinha 21 anos, então fiquei super enjoada sendo o centro das atenções; é tão chato e vazio. Minha vida não é tão interessante assim, não tenho superpoderes. Eu amo música, amo pintar, tem outras coisas legais sobre mim [risos]. Mas depois de uma hora de conversa, eu não tenho nada a dizer e quero falar sobe outra coisa!

Qual o segredo de cederem o banco do metrô quando se está grávida?
Ah, você aprende. Quando se está grávida de verdade, é preciso se sentar. Não é preciso pedir, “Você pode sair do seu banco, por favor?” Então eu nunca peço. O procedimento é entrar no trem, aguentar o quanto puder, esfregar sua barriga um pouco, começar a parecer desesperada e alguém vai ceder seu lugar. De um modo geral, nova iorquinos não são bundões.


Track Title: Push the Button (Preview)

Artist: Amy Lee

Album: Aftermath

Track Title: Lockdown (Preview)

Artist: Amy Lee

Album: Aftermath

Say the words
I can’t face the war
If I could say the words
Everything would be broken still…


Quando Amy Lee convidou a Rolling Stone para sua casa no Brooklyn na semana passada, ela não tinha certeza o que viria primeiro: a trilha de “War Story” que ela estava trabalhando por quase um ano ou o bebê com o marido Josh Hartzler.
Acontece que seu filho, Jack Lion Hartzler, veio antes.
Lee virou mãe em 28 de julho; em 6 de agosto, anunciou “Aftermath”, um álbum com a música que ela fez para “War Story” com o violoncelista Dave Eggar e outros músicos. O álbum está para ser lançado dia 25, e é o primeiro lançamento de Lee como artista independente…
Nesta entrevista exclusiva, a recém-libertada Lee fala sobre maternidade, sua independência e detalhes sobre o futuro do Evanescence.

Você passou quase um ano trabalhando em War Story. Como a experiência foi diferente de fazer um álbum do Evanescence?
Esse processo foi único mesmo para a indústria cinematográfica, porque era super indie. Eu e o Dave tínhamos uma amizade com o diretor Mark [Jackson], e ele ia ouvir nossas músicas e ia nos dizer se estávamos no caminho certo, e íamos tocar e nos alimentar do trabalho de cada um. Foi um ponto de partida muito legal, é diferente de falar, “Como quero me expressar no meu novo álbum?” Ele ia fornecer uma estrutura, um mapa, de “Ok, quero que vocês façam o ouvinte sentir esses determinados sentimentos, fazer a personagem se sentir abalada ou solitária”. Você tem esses pontos de partida, e é legal porque faz você compor de forma diferente. Senti como se estivesse exercitando uma parte diferente do meu cérebro.

Como você descreveria o filme?
É muito obscuro para mim. Estamos chamando o álbum de “Aftermath” parcialmente, porque o filme em si fala das consequências, não fala sobre a guerra. Chama-se “War Story” (História de Guerra), mas você não vê nada relacionado à guerra.  É sobre as consequências dela lidando com a tragédia que ela testemunhou. Provavelmente metade da música não está presente no filme.

O que te atraiu para esse projeto?
Eu sempre quis fazer trilha sonora, é muito difícil achar a oportunidade certa quando tenha essa bagagem de “já ser conhecida”. Não me entenda errado, não estou reclamando e isso é algo positivo, mas quando alguém quer me usar, pensam em mim como uma cantora de rock ou uma cantora gótica, só que faço mais do que cantar! É difícil falar, “eu quero menos, eu não quero ser o centro das atenções, deixe eu te mostrar o que posso fazer como programadora, produtora e arranjadora”. Sabe, em vez de eu cantar a música propriamente dita, então foi difícil achar o trabalho certo.
Você sente que é definida por seu passado?Pessoalmente? Não mesmo. Não acho que eu seja duas pessoas separadas. Nunca senti que estava fazendo um papel, você simplesmente muda. É engraçado, as pessoas ainda falam sobre “My Immortal”, e é maravilhoso, é tão legal, mas eu tinha uns 14 ou 15 anos quando a compus. Quando compus “Bring Me to Life”, eu tinha 19 anos [risos]. Pense nas coisas que você pensava e na maneira que você falava e nas coisas que fez quando tinha 19 anos. Até a maneira que você trata relacionamentos e tal, tudo muda a partir daí. Estou muito mais madura e complexa e tenho muito mais a dizer.

Eu estaria mentindo se não houvesse coisas no “Fallen” ou naquele que lançamos antes, “Origin”, que me fazem sentir vergonha. Principalmente as letras. Meu Deus, é como meu velho diário, mas posso abraçar aquela inocência porque nunca vou passar por aquilo de novo, é algo especial.
No começo desse ano, você esteve num processo com a Wind-Up Records. O que você pode nos contar sobre os fatores que levaram à ação legal?
Não posso dizer nada negativo; eu tive que assinar um acordo de não divulgação, então essa é a única maneira em qualquer sentido que ainda estou comprometida. Sempre há frustrações quando você não tem controle total de seu projeto. Tudo é uma colaboração, tipo, sempre é, mesmo esse projeto, tínhamos alguém para agradar, alguém que precisava gostar antes de ser lançado. Mas esse projeto foi diferente, foi tão criativo… o diretor era uma pessoa criativa, ele queria que fomos o mais estranhos e criativos possíveis, nos deixava fazer do nosso jeito e respeitava isso. Ele não tinha um plano que milhões de pessoas já fizeram antes e tentava nos forçar a segui-lo.
Quais foram as ramificações do acordo?
Tudo ainda é o mesmo para mim; não é como se eu não fosse mais paga quando alguém comprar o “Fallen”, mas venderam para outra gravadora. Meu antigo catálogo pertence a Bicycle-Concord, e eles são ótimos, então não tem nada de novo. Mas o futuro é meu, então tudo que eu fizer daqui pra frente cabe a mim, e isso é demais.
Então, o que isso significa para o Evanescence?A situação é a seguinte: não estamos mais trabalhando nele. Não gosto de fazer previsões do futuro, porque tenho a mente aberta, e eu nunca quero dizer que cansei da banda, porque ela é uma grande parte de mim. Eu amei o tempo que passei com o Evanescence, eu não gostaria de desistir, mas, num futuro próximo, não tenho planos de fazer nada com a banda. É muito importante tomar um tempo para mostrar diferentes lados de mim.

Eu disse isso enquanto estava no Evaescence, principalmente nos últimos dois álbuns: “Eu tenho a liberdade de me expressar completamente através da banda, então por que eu ia querer fazer algo mais?” E isso é verdade até certo ponto, porque por mais que eu pudesse passar por uma série de emoções, há uma certa expectativa ali, com os fãs, comigo, eu sei o que o Evanescence é; é uma entidade, é mais do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso compor uma música e dizer, “essa é ou não é uma música do Evanescence”. Então é preciso ter outras válvulas de escape para eu fazer música.
Você tem família em Nova York, isso impactou a banda?Não tem nenhuma novidade; sempre morei em muitos lugares. Eu não estava muito perto deles quando eu morava em Los Angeles. Eu ainda converso com eles e escutamos o trabalho um do outro; O Troy está trabalhando em algo legal que eu escutei um dia desses. Tenho mais contato com o Tim e o Troy, mas eles não vivem aqui, moramos em cidades diferentes.

Você parece firmemente estabelecida em Nova York.
Eu amo aqui. Morei em tantos lugares, mas esse é o primeiro lugar desde que eu era pequena no sul da Flórida que me sinto em casa, onde não me sinto diferente de todos em minha volta. Temos uma boa comunidade aqui, muitos músicos bons. Tudo é acessível aqui, nada é muito fora do comum e tem música por toda a parte. Eu fico inspirada toda vez que ando pelas ruas. Sinto como se eu vivesse em um lugar muito artístico, e isso é bem legal. Eu sempre pego o metrô, não tenho carro. Eu posso andar e entrar no trem.
Como a ideia da maternidade mudou sua visão sobre o mundo?
Não sei por onde começar. Estou principalmente animada, porque assim que você fica mais velho, não é que não há coisas bonitas ao seu redor, só é que você já viu muito. Chega-se ao ponto em que você sente que teve todas as suas primeiras experiências, mas estou muito ansiosa para vivenciar todas essas coisas de novo como se fosse a primeira vez, através do meu filho.

Como isso mudou a sua visão do que você faz profissionalmente?
Sim, eu sou uma artista, nunca vou parar de ser eu e não acho que eu vou parar de fazer música. Você não muda muito; ainda vou ser eu, e a vida só vai ser enriquecida, mais completa e mais movimentada. Mas eu acho que os dias de turnê e álbum novo estão atrás de mim. E não quero só ser mãe, não quero viver em turnê. Eu tenho a habilidade de fazer algo e lançar e não precisa ter 12 músicas. Não precisa ser um álbum completo, como os da moda antiga. É bacana pensar nas coisas de uma nova forma. Acabei de compor uma coisa muito legal, então posso simplesmente lançar para os meus fãs tipo agora? Não precisa ser um coisa grande e desencorajadora.

Parece que está disposta a sacrificar ganho comercial pela felicidade.
Acho que não sou como os outros, até a música que escuto… não estou escutando a música mais popular. Acho que sempre fui assim. Coloco muito valor num ótimo trabalho, ótima música, coisas que me emocionam. Muito mais do que sucesso ou fama num nível monetário. Sempre fui assim.
Para terminar, o que você espera alcançar com “Aftermath”?
Para falar a verdade, não vai parecer estranho, mas estou ansiosa para compartilhar com o mundo. Simples assim. Eu não tenho expectativas altas, porque é um projeto incomum. Sempre que lanço algo novo, me sinto bem, e sei que tenho fãs por aí que vão gostar. Estou animada com “Lockdown”. Estou animada para saber o que os fãs pensam sobre ela, e também sobre “Push the Button”, e também sobre a trilha sonora, pelos meus fãs, e para mostrar às pessoas algo que nunca ouviram antes.

Quando Amy Lee convidou a Rolling Stone para sua casa no Brooklyn na semana passada, ela não tinha certeza o que viria primeiro: a trilha de “War Story” que ela estava trabalhando por quase um ano ou o bebê com o marido Josh Hartzler.

Acontece que seu filho, Jack Lion Hartzler, veio antes.

Lee virou mãe em 28 de julho; em 6 de agosto, anunciou “Aftermath”, um álbum com a música que ela fez para “War Story” com o violoncelista Dave Eggar e outros músicos. O álbum está para ser lançado dia 25, e é o primeiro lançamento de Lee como artista independente…

Nesta entrevista exclusiva, a recém-libertada Lee fala sobre maternidade, sua independência e detalhes sobre o futuro do Evanescence.

Você passou quase um ano trabalhando em War Story. Como a experiência foi diferente de fazer um álbum do Evanescence?

Esse processo foi único mesmo para a indústria cinematográfica, porque era super indie. Eu e o Dave tínhamos uma amizade com o diretor Mark [Jackson], e ele ia ouvir nossas músicas e ia nos dizer se estávamos no caminho certo, e íamos tocar e nos alimentar do trabalho de cada um. Foi um ponto de partida muito legal, é diferente de falar, “Como quero me expressar no meu novo álbum?” Ele ia fornecer uma estrutura, um mapa, de “Ok, quero que vocês façam o ouvinte sentir esses determinados sentimentos, fazer a personagem se sentir abalada ou solitária”. Você tem esses pontos de partida, e é legal porque faz você compor de forma diferente. Senti como se estivesse exercitando uma parte diferente do meu cérebro.

Como você descreveria o filme?

É muito obscuro para mim. Estamos chamando o álbum de “Aftermath” parcialmente, porque o filme em si fala das consequências, não fala sobre a guerra. Chama-se “War Story” (História de Guerra), mas você não vê nada relacionado à guerra.  É sobre as consequências dela lidando com a tragédia que ela testemunhou. Provavelmente metade da música não está presente no filme.

O que te atraiu para esse projeto?

Eu sempre quis fazer trilha sonora, é muito difícil achar a oportunidade certa quando tenha essa bagagem de “já ser conhecida”. Não me entenda errado, não estou reclamando e isso é algo positivo, mas quando alguém quer me usar, pensam em mim como uma cantora de rock ou uma cantora gótica, só que faço mais do que cantar! É difícil falar, “eu quero menos, eu não quero ser o centro das atenções, deixe eu te mostrar o que posso fazer como programadora, produtora e arranjadora”. Sabe, em vez de eu cantar a música propriamente dita, então foi difícil achar o trabalho certo.

Você sente que é definida por seu passado?Pessoalmente? Não mesmo. Não acho que eu seja duas pessoas separadas. Nunca senti que estava fazendo um papel, você simplesmente muda. É engraçado, as pessoas ainda falam sobre “My Immortal”, e é maravilhoso, é tão legal, mas eu tinha uns 14 ou 15 anos quando a compus. Quando compus “Bring Me to Life”, eu tinha 19 anos [risos]. Pense nas coisas que você pensava e na maneira que você falava e nas coisas que fez quando tinha 19 anos. Até a maneira que você trata relacionamentos e tal, tudo muda a partir daí. Estou muito mais madura e complexa e tenho muito mais a dizer.

Eu estaria mentindo se não houvesse coisas no “Fallen” ou naquele que lançamos antes, “Origin”, que me fazem sentir vergonha. Principalmente as letras. Meu Deus, é como meu velho diário, mas posso abraçar aquela inocência porque nunca vou passar por aquilo de novo, é algo especial.

No começo desse ano, você esteve num processo com a Wind-Up Records. O que você pode nos contar sobre os fatores que levaram à ação legal?

Não posso dizer nada negativo; eu tive que assinar um acordo de não divulgação, então essa é a única maneira em qualquer sentido que ainda estou comprometida. Sempre há frustrações quando você não tem controle total de seu projeto. Tudo é uma colaboração, tipo, sempre é, mesmo esse projeto, tínhamos alguém para agradar, alguém que precisava gostar antes de ser lançado. Mas esse projeto foi diferente, foi tão criativo… o diretor era uma pessoa criativa, ele queria que fomos o mais estranhos e criativos possíveis, nos deixava fazer do nosso jeito e respeitava isso. Ele não tinha um plano que milhões de pessoas já fizeram antes e tentava nos forçar a segui-lo.

Quais foram as ramificações do acordo?

Tudo ainda é o mesmo para mim; não é como se eu não fosse mais paga quando alguém comprar o “Fallen”, mas venderam para outra gravadora. Meu antigo catálogo pertence a Bicycle-Concord, e eles são ótimos, então não tem nada de novo. Mas o futuro é meu, então tudo que eu fizer daqui pra frente cabe a mim, e isso é demais.

Então, o que isso significa para o Evanescence?
A situação é a seguinte: não estamos mais trabalhando nele. Não gosto de fazer previsões do futuro, porque tenho a mente aberta, e eu nunca quero dizer que cansei da banda, porque ela é uma grande parte de mim. Eu amei o tempo que passei com o Evanescence, eu não gostaria de desistir, mas, num futuro próximo, não tenho planos de fazer nada com a banda. É muito importante tomar um tempo para mostrar diferentes lados de mim.

Eu disse isso enquanto estava no Evaescence, principalmente nos últimos dois álbuns: “Eu tenho a liberdade de me expressar completamente através da banda, então por que eu ia querer fazer algo mais?” E isso é verdade até certo ponto, porque por mais que eu pudesse passar por uma série de emoções, há uma certa expectativa ali, com os fãs, comigo, eu sei o que o Evanescence é; é uma entidade, é mais do que eu mesma, o que é incrível, mas eu posso compor uma música e dizer, “essa é ou não é uma música do Evanescence”. Então é preciso ter outras válvulas de escape para eu fazer música.

Você tem família em Nova York, isso impactou a banda?
Não tem nenhuma novidade; sempre morei em muitos lugares. Eu não estava muito perto deles quando eu morava em Los Angeles. Eu ainda converso com eles e escutamos o trabalho um do outro; O Troy está trabalhando em algo legal que eu escutei um dia desses. Tenho mais contato com o Tim e o Troy, mas eles não vivem aqui, moramos em cidades diferentes.

Você parece firmemente estabelecida em Nova York.

Eu amo aqui. Morei em tantos lugares, mas esse é o primeiro lugar desde que eu era pequena no sul da Flórida que me sinto em casa, onde não me sinto diferente de todos em minha volta. Temos uma boa comunidade aqui, muitos músicos bons. Tudo é acessível aqui, nada é muito fora do comum e tem música por toda a parte. Eu fico inspirada toda vez que ando pelas ruas. Sinto como se eu vivesse em um lugar muito artístico, e isso é bem legal. Eu sempre pego o metrô, não tenho carro. Eu posso andar e entrar no trem.

Como a ideia da maternidade mudou sua visão sobre o mundo?

Não sei por onde começar. Estou principalmente animada, porque assim que você fica mais velho, não é que não há coisas bonitas ao seu redor, só é que você já viu muito. Chega-se ao ponto em que você sente que teve todas as suas primeiras experiências, mas estou muito ansiosa para vivenciar todas essas coisas de novo como se fosse a primeira vez, através do meu filho.

Como isso mudou a sua visão do que você faz profissionalmente?

Sim, eu sou uma artista, nunca vou parar de ser eu e não acho que eu vou parar de fazer música. Você não muda muito; ainda vou ser eu, e a vida só vai ser enriquecida, mais completa e mais movimentada. Mas eu acho que os dias de turnê e álbum novo estão atrás de mim. E não quero só ser mãe, não quero viver em turnê. Eu tenho a habilidade de fazer algo e lançar e não precisa ter 12 músicas. Não precisa ser um álbum completo, como os da moda antiga. É bacana pensar nas coisas de uma nova forma. Acabei de compor uma coisa muito legal, então posso simplesmente lançar para os meus fãs tipo agora? Não precisa ser um coisa grande e desencorajadora.

Parece que está disposta a sacrificar ganho comercial pela felicidade.

Acho que não sou como os outros, até a música que escuto… não estou escutando a música mais popular. Acho que sempre fui assim. Coloco muito valor num ótimo trabalho, ótima música, coisas que me emocionam. Muito mais do que sucesso ou fama num nível monetário. Sempre fui assim.

Para terminar, o que você espera alcançar com “Aftermath”?

Para falar a verdade, não vai parecer estranho, mas estou ansiosa para compartilhar com o mundo. Simples assim. Eu não tenho expectativas altas, porque é um projeto incomum. Sempre que lanço algo novo, me sinto bem, e sei que tenho fãs por aí que vão gostar. Estou animada com “Lockdown”. Estou animada para saber o que os fãs pensam sobre ela, e também sobre “Push the Button”, e também sobre a trilha sonora, pelos meus fãs, e para mostrar às pessoas algo que nunca ouviram antes.


sparklingxdiamond:

Favorite Evanescence Videos by Era:
                            [
FALLEN]Going Under
                                                                                    [1/3]



Track Title: Jacob's Vision

Artist: Amy Lee

Album: Bluegrass Underground

whisperrunner13:

Jacob’s Vision

Amy Lee and Dave Eggar

Bluegrass Underground

March 8, 2014


Setlist da performance no Bluegrass Underground. Amy tocou nas músicas 3, 5, co-escreveu “Resurrection” (6), 7, 8 e 10.

Setlist da performance no Bluegrass Underground. Amy tocou nas músicas 3, 5, co-escreveu “Resurrection” (6), 7, 8 e 10.


Performance acústica com Dave Eggar no Bluegrass Underground, no Tennessee.